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Para a mamãe

Uso da cinta pós-parto deve ser avaliado caso a caso

Fotos: Divulgação/ MyLady

A utilização deve indicada de acordo com as condições de cada mulher e levando em conta o tipo de parto

Quem nunca ouviu dizer que o uso da cinta pós-parto, também conhecida como cinta modeladora, é essencial para ajudar a mulher a se recuperar após dar à luz seu bebê? Apesar de ser largamente adotado, inclusive para conter a dor e supostamente evitar a flacidez, o acessório não tem eficácia comprovada cientificamente. E mais: seu uso deve ser avaliado caso a caso.

De acordo com o obstetra Nelson Sass, coordenador técnico e científico de obstetrícia do Hospital Municipal Maternidade-Escola da Vila Nova Cachoeirinha – referência no atendimento à saúde da mulher, da gestante e do recém-nascido de alto risco –, o uso da cinta não faz parte do conjunto básico de recomendações pós-parto, porque seu efeito de recuperação, de maneira geral, é muito discutível. Há situações em que a cinta colabora de alguma forma, mas, segundo o especialista, “não se pode esperar que ela proporcione um resultado espetacular”.

No parto normal
O obstetra esclarece outras questões em relação à adoção da cinta, que deve ser avaliada conforme o tipo de parto. No caso do normal, é mais comum os médicos liberarem seu uso sem muitas restrições, já que não há cicatriz. Entretanto, as cintas maiores, que abrangem a região dos seios, não são recomendáveis, já que há um desconforto proporcionado pelo aperto.

“Esse tipo de cinta causa muito incômodo e também dificulta a higienização, por conta do sangramento normal que ocorre depois do parto”. Além disso, após o parto, as mulheres ficam com o intestino preso, e a cinta pode aumentar ainda mais o desconforto.

Mesmo assim, Sass explica que o acessório poderia ajudar a evitar o estufamento da barriga em caso de tosse e a sensação – somente a sensação – de flacidez gerada pela distensão abdominal que ocorre após o parto, mas ele não é imprescindível. “Caso a mulher decida usar a cinta, ela só poderá colocá-la de 12 a 24 horas após o parto normal”, explica.

Na cesariana
No caso de cesárea, é preciso ficar atento à recuperação da mulher antes de adotar a cinta. Ela só poderá ser usada de 24 a 48 horas após o parto e se a cicatriz estiver em plena normalidade. Assim como no parto normal, o acessório não é imprescindível para a recuperação da mamãe que passou pela cirurgia, mas, em alguns casos, pode amenizar a dor, pois o aperto suave evita que movimentos básicos, como se levantar da cadeira, gerem muito desconforto.

“A cinta causa um efeito analgésico, pois o tipo de incisão realizada é muito dolorosa. O acessório evita que a movimentação da musculatura da parede da barriga incomode muito”, diz Sass. O médico ainda alerta que muitas pacientes arrependem-se imediatamente ao colocarem a cinta, por conta da dor do aperto na incisão. No entanto, aos poucos, a dor passa e logo vem a sensação de alívio.

De qualquer forma, após receber as devidas orientações médicas sobre usar ou não a cinta pós-parto, cada mulher concluirá, na prática, se ela traz alguma vantagem ou se gera ainda mais desconforto. Entretanto, se não usar, em geral, não cometerá nenhum grave equívoco para a sua recuperação.



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Comentários

maria s. almeida - 10/07/2011

a cinta sustenta os orgãos internos devido frouxidão ligamentar causada pela gravidez e vitandoptose

o surto da vez - 13/03/2014

quer saber mais sobre uso de cintas no período pós-parto ou mesmo para emagrecer? desvende todos os segredos dessa prática: \n\nhttp://osurtodavez.blogspot.com.br/2014/03/uso-de-cinta-apos-o-parto.ht

o surto da vez - 13/03/2014

http://osurtodavez.blogspot.com.br/2014/03/uso-de-cinta-apos-o-parto.html

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Floco de gelo

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