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Cadeirão faz bebê entender que refeição não é brincadeira

A partir dos seis meses de idade, o bebê que se alimentava exclusivamente de leite materno está pronto para conhecer novos alimentos. Nessa fase, ele desenvolve a capacidade de comer com as próprias mãos e, para desespero dos pais, fica cada vez mais complicado alimentá-lo no colo. Nesse sentido, o cadeirão é um ótimo investimento para introduzir o bebê à mesa, o que proporciona benefícios emocionais e nutricionais.

 

“O cadeirão é interessante porque deixa a criança na mesma altura da mesa, ou seja, ela não está mais em um plano diferenciado dos pais e vê as pessoas comendo, o que a estimula a experimentar novos alimentos. Além disso, o bebê aprende, aos poucos, a respeitar as normas das refeições”, afirma Rita Romário, doutora em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo. Para ela, quem cria os rituais inadequados são os próprios pais: “O cadeirão não pode ser visto como um castigo. Os pais precisam ter o bom senso e tirar o filho da cadeira se ele já terminou de comer e está fazendo bagunça”.

 

Hamilton Robledo, pediatra do Hospital São Camilo, de São Paulo, ressalta a importância de o bebê entender que refeição não é brincadeira. Segundo ele, dar um brinquedinho para quem está iniciando as papinhas não fará mal, porém isso não se aplica a crianças maiores. “Os pais não devem deixar brinquedos nas mãos do filho ou fazer aviãozinho com a comida, porque dessa maneira a criança vai querer brincar cada vez mais no momento em que deve se alimentar. O primeiro ano de vida do filho requer paciência por parte dos pais, já que a criança acha que é uma perda de tempo parar de brincar para comer”, afirma.

 

Maria Rosa Albiero, mãe de Caetano, de 4 anos, comprou uma cadeira de alimentação para o filho logo que ele completou seis meses de idade. “No início, ele não podia ficar sozinho, pois fazia a maior bagunça e era comida para todo lado. Com a rotina, ele percebeu que toda vez que estava no cadeirão era hora de comer. Mas, como toda criança, depois de satisfeito queria brincar, e a brincadeira começava ali mesmo. Por isso, quando terminava de comer, o levava de volta para a sala para brincar”, comenta.

 

O ideal é que a cadeira seja colocada longe da televisão. “A TV desvia a atenção da criança e dificulta que ela sinta o sabor, a cor e o aroma da comida. Não importa se o bebê comeu tudo que estava no prato; o importante é ele perceber que comeu”, diz o pediatra.

 

Acerte na escolha

A escolha da cadeira deve ser feita com atenção para garantir a estabilidade e a segurança da criança. Ela deve ter cinto de segurança, estofado confortável, pés antiderrapantes, assentos e bandeja fáceis de limpar e, principalmente, trava de segurança para evitar que ela se feche e machuque o bebê. É importante destacar que cada cadeira possui uma capacidade diferente para idade e peso da criança. Por isso, os pais devem ler a descrição do produto antes de finalizar a compra.



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