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Bebês de três meses já reconhecem sons e cores dos brinquedos

Quando o assunto é criança, a brincadeira está sempre em pauta. Desde recém-nascidos, os bebês já começam a desenvolver a percepção do mundo ao seu redor, respondendo aos estímulos que recebem. Por isso, os brinquedos podem – e devem – ser introduzidos bem cedo na vida dos pequenos.

 

Quem explica a relação da criança com os brinquedos é a pedagoga Nadir Panegacci, especializada em educação infantil e gestão escolar e coordenadora pedagógica dos Colégios Adventistas, da região Sul de São Paulo. Ela diz que, a partir do terceiro mês, as crianças já interagem com objetos que despertam sua atenção. “A partir dessa idade, pode-se oferecer brinquedos macios e coloridos, pois a criança já começa a interagir e têm a atenção voltada para cores, sons e tamanhos”, afirma.

 

O contato com o brinquedo, além de desenvolver habilidades gerais, como a fala e a inteligência, também ajuda a criança a aperfeiçoar a coordenação motora. A escolha do brinquedo deve levar em consideração, paralelamente, a segurança e a criatividade. É preciso, por exemplo, excluir peças pontiagudas ou muito pequenas – que podem ser engolidas – e objetos com alguma textura que possa machucar a criança.

 

Brinquedos seguros

De qualquer forma, é preciso estar sempre atento às recomendações do fabricante e acompanhar o desenvolvimento da criança. “Além disso, os brinquedos devem ser regularizados e aprovados pelo Inmetro”, alerta o Dr. Aramis Lopes, presidente do departamento de segurança da criança e do adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria, que completa: “Com três e quatro meses, as crianças já respondem a estímulos visuais, mas têm pouco controle motor. Por isso, os brinquedos que tenham maleabilidade são os mais indicados”.

 

A Sociedade Brasileira de Pediatria desmistifica ainda a crença de que os móbiles causam estrabismo e, inclusive, sugere que eles sejam trocados de vez em quando, para que a criança continue sendo estimulada. “É recomendável que os móbiles sejam colocados a certa altura, para permitir os estímulos visuais. O estrabismo é uma alteração congênita; a pessoa estrábica já nasce com ela, isso não se adquire”, esclarece Lopes.

 

Os objetos colocados no berço devem ser seguros o bastante a ponto de não exigir atenção integral dos pais. “Os mais adequados para essa idade são os que possuem tamanhos ideais para a criança colocar na boca e aqueles que emitem sons delicados, como móbiles, chocalhos, brinquedos de apertar e bichos de borracha”, diz a pedagoga Nadir Panegacci.

 

A pedagoga acrescenta que a brincadeira é uma atividade inerente à infância, que pode, inclusive, aproximar pais e filhos. “Brincar é uma atividade natural em todas as fases da criança. Esse é o ‘trabalho’ delas, e os brinquedos são suas ferramentas – mas é claro que jamais devem substituir o carinho, o amor e a atenção”, pondera.

 

Agora que você já sabe a importância dos brinquedos, lembre-se das dicas de segurança e escolha os que mais lhe agradam. Afinal, brincadeira é coisa séria. “Brincando, a criança se inicia na representação de papeis do mundo adulto que irá desempenhar mais tarde. Desenvolve capacidades físicas, verbais e intelectuais, aprimorando sua capacidade de se comunicar”, finaliza Nadir.



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Comentários

marcia gonçalves - 03/06/2011

com certeza eles reconhecem as cores... eles até choram quando não gostam rss

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Floco de gelo

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