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Seu filho

Lide bem com o amigo imaginário do seu filho

Fotos: Shutterstock

É preciso ficar atento para perceber até que ponto isso é apenas mais uma entre tantas brincadeiras

Inventar jogos, dar nome aos carrinhos, conversar com os bichos e – por que não? – ter um amigo imaginário. Tudo isso faz parte do universo infantil. Mas, é fundamental que os pais saibam identificar o limite saudável da brincadeira de ter um amigo imaginário, por mais comum que isso possa ser entre os pequenos.

 

Isso porque há casos em que o amigo imaginário aparece justamente quando existe a necessidade de fugir de uma realidade difícil ou de superar algum trauma. Quem não se lembra do filme “Bogus, meu amigo secreto”, no qual o adorável Haley Joel Osment (“O Sexto Sentido” e “Inteligência Artificial”) interpreta o pequeno Albert, um garoto de sete anos que, ao perder a mãe, conta com a ajuda de Bogus (Gerard Depardieu) para enfrentar a nova realidade?

 

A psicóloga Rita Aparecida Romaro, doutora em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, afirma que a linha que separa a brincadeira de um problema é tênue: “O amigo imaginário faz parte do mundo infantil, mas deve ser visto com reservas, porque, se por um lado é algo inerente às crianças mais criativas, por outro está relacionado ao comportamento delas. Por isso, é preciso observar a forma como ela brinca”, diz.

 

É muito comum que as crianças criem um amigo imaginário justamente por não terem com quem brincar, conforme explica a pedagoga e coordenadora do Núcleo de Cultura, Estudos e Pesquisas do Brincar e da Educação Infantil da PUC-SP, Maria Ângela Barbato Carneiro: “Essa é a fase da brincadeira simbólica, e a criação de um amigo faz parte da fantasia infantil”, diz a especialista, que alerta: “Ela faz com o amigo aquilo que fazem com ela, tanto do ponto de vista positivo quanto negativo”.

 

Além disso, há outro motivo para os pais redobrarem a atenção dada aos filhos caso tenham um amigo imaginário, pois nessa idade as crianças não sabem discernir o real do imaginário. “Os pais não devem levar ao pé da letra tudo o que a criança diz. Se ela fala, por exemplo, que brigou com um amigo, é preciso checar com um adulto o que de fato aconteceu, já que isso pode ser uma pequena mentira”, diz Maria Ângela.

 

Psicóloga e pedagoga concordam que, para saber se o amigo imaginário é apenas uma brincadeira ou se é uma válvula de escape, nada mais eficaz do que a observação: “É preciso questionar, principalmente, que tipo de amigo é esse”, afirma Rita. “Ele é do tipo com o qual a criança divide as coisas ou provoca medo? Isso é primordial para descobrir se é algo saudável ou não”.

 

Por isso, os pais não devem proibir a brincadeira. “Se os pais assim fizerem, a criança deixa de brincar dessa forma, o que elimina a possibilidade de observação”, orienta Maria Ângela. Outro indício claro é a forma com que a própria criança conduz a brincadeira, já que normalmente ela mesma sugere a ilusão, quando pede para os pais fazerem de conta.

 

Os amigos imaginários tendem a desaparecer por volta dos sete e oito anos, quando as crianças começam a interagir com amigos do mundo real. Por isso, se a brincadeira se estender por muito tempo, recomenda-se consultar um especialista.



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Comentários

joão perez - 25/05/2011

a matéria não admite a hipótese da criança ser medium de vidência e realmente ver um ser espiritual.

juliano - 25/05/2011

jamais vao admitir isso joão, infelizmente, mas qm saiba um dia eles enxerguem isso.

cladimir machado soares - 25/05/2011

a criança mediunizada não traria retorno financeiro para eles, ainda abrirão os olhos.

elsa rodrigues - 25/05/2011

***rti e participei com respeito e carinho, essa fase que minha filha teve, e passou sem traumas.

ivo foggaça - 26/07/2011

joão, mediunidade faz parte de uma crença, que não é científico, então não pode aparecer em pesquisa

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